Relação entre o número de consultas do pré-natal e desfechos adversos perinatais em pacientes de baixo risco

Relation between the number of prenatal consultations and adverse perinatal outputs in patients with low risk

Authors

  • João Pedro Ribeiro Baptista
  • Guilherme Schroder Stepic
  • Júlia Opolski Nunes da Silva
  • Rodrigo Ribeiro e Silva
  • Iramar Baptistella do Nascimento
  • Carla Gisele Vaichulonis
  • Jean Carl Silva

DOI:

https://doi.org/10.46919/archv2n5-006

Keywords:

Complicações na Gravidez, Cuidado Pré-natal, Recém-Nascido Prematuro

Abstract

RESUMO

Objetivo: Avaliar os impactos do número de consultas realizadas no acompanhamento de pré-natal na rede básica sobre os desfechos adversos. Metodologia: Estudo de corte transversal, foram selecionadas aleatoriamente puérperas de risco habitual com mais de 18 anos que fizeram pré-natal na rede pública de Joinville-SC, com gestação única. Os desfechos avaliados foram prematuridade, número de cesarianas, internação de UTI neonatal e baixo peso ao nascer. O cálculo da razão de chance teve intervalo de confiança de 95%. Resultados: Comparamos as características e desfechos materno-fetais de pacientes que fizeram 5 consultas ou menos (n=109), puérperas com 6 ou 7 consultas (n=146) e pacientes que realizaram 8 (n=430). Dos resultados do perfil materno, foram significativos, os resultados socioeconômicos como idade, gestações anteriores, escolaridade, raça, estado civil, profissão, número de pessoas na casa e remuneração. Do recém-nascido encontramos diferenças no capurro e peso, ambos maiores em pacientes com mais de 8 consultas. No cálculo da razão de chance ajustado encontramos redução na prematuridade nas pacientes que fizeram 6 ou 7 consultas (0,26 IC95% 0,073-0,928) e nas que realizaram 8 ou mais (0,06 IC95% 0,016-0,229). Não encontramos diferença no número de cesarianas, baixo peso ao nascer e na internação de UTI neonatal em nenhuma das populações. Conclusão: A realização de 6 ou 7 consultas de pré-natal reduz 74% as chances de prematuridade, enquanto a realização de 8 ou mais consultas diminuiu em 94%.

 

ABSTRACT

Objetive: Evaluate the impacts of the number of prenatal consultations during medical follow-up in the basic health care system over adverse outcomes. Methodology: Cross-sectional cohort study, selected randomly puerperal women with habitual risk with at least 18 year old who did prenatal care in the public health care system in Joinville-SC, with single pregnancy. The adverse outcomes evaluated were prematurity, number of caesarean sections, neonatal ICU admission and low birth weight. The odds ratio calculation had a confidence interval of 95%. Results: We compared characteristics and maternal-fetal outcomes of patients with 5 consultations or less (n=109), puerperal women with 6 or 7 consultations (n=146) and patients with 8 (n=430). Of the maternal profile results found, were significant, the socioeconomic results like age, number of pregnancy, schooling, race, marital status, profession, number of people living in the house and salary. Of the newborns, we found differences in the capurro and weight; both were higher in patients with more than 8 consultations. In the adjusted odds ration calculation we found reduction in prematurity who did 6 or 7 consultations (0,26 CI95% 0,073-0,928) and in the 8 or more consultations group (0,06 CI95% 0,016-0,229). We did not found difference in the number of caesarean sections, low birth weight and neonatal ICU admissions in any of the populations. Conclusion: The realization of 6 or 7 prenatal consultations reduces in 74% the chances of prematurity, while the realization of 8 or more consultations reduces it in 94%.

Published

2021-07-29

How to Cite

BAPTISTA, J. P. R. .; STEPIC, G. S. .; DA SILVA, J. O. N. .; SILVA, R. R. E .; DO NASCIMENTO, I. B. .; VAICHULONIS, C. G. .; SILVA, J. C. . Relação entre o número de consultas do pré-natal e desfechos adversos perinatais em pacientes de baixo risco: Relation between the number of prenatal consultations and adverse perinatal outputs in patients with low risk. Archives of Health, v. 2, n. 5, p. 1441-1454, 29 Jul. 2021.